Smartphones, sensores e chips RFID estão interligados e integrados de formas nunca imaginadas, fornecendo aos usuários atualizações instantâneas em tempo real sobre tudo, desde aquecimento e refrigeração doméstica até métricas de desempenho de carros e números relacionados à saúde
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Durante o verão do hemisfério norte, o Gartner divulgou, muito antecipadamente, seu relatório anual Hype Cycle, e a grande novidade foi que a Internet das Coisas substituiu o Big Data como a tecnologia mais badalada. De fato, nós estamos ouvindo mais e mais sobre esse novo paradigma tecnológico. A grande parte das notícias de TI parece ser sobre a Internet das Coisas e suas implicações sobre o futuro do negócio digital.

Razões para a sua popularidade não são difíceis de encontrar. Somente nos últimos cinco anos ou mais, a tecnologia atingiu um ponto de inflexão no qual redes sociais, mobile, analytics, e nuvem avançaram ao ponto de tornarem a computação ubíqua possível. Smartphones, sensores e chips RFID estão interligados e integrados de formas nunca imaginadas, fornecendo aos usuários atualizações instantâneas em tempo real sobre tudo, desde aquecimento e refrigeração doméstica até métricas de desempenho de carros e números relacionados à saúde.

A capacidade de receber a consciência em tempo real do nosso mundo físico e interagir com esses dados por meio de uma realidade aumentada, usável e baseada em toque é apenas uma das muitas formas com que a Internet das Coisas vai impactar de forma variada e perturbadora em todos os níveis dos negócios e da sociedade. Na verdade, as tendências atuais indicam que a Internet não vai dizer respeito só a “coisas” aleatórias, mas vai ser literalmente onipresente, ou o que alguns estão chamando de “Internet of Everything”. John Chambers, CEO da Cisco, afirma que esse espaço vai ter de cinco a 10 vezes o impacto na sociedade quanto a própria Internet, e ele está projetando um mercado de US$ 19 trilhões para essa indústria na próxima década.

Se você assistiu ao lançamento do Apple Watch há alguns meses, então você testemunhou um grande salto para a Internet das Coisas. Esse novo dispositivo que custa US$ 350 é uma expressão perfeita da Internet das Coisas. Como um escritor bem declarou: “O iOS 8 é a revolução escondida na computação pessoal, reunindo smartphones e tablets com centros de informação e entretenimento de carro, dispositivos de automação residencial, dispositivos de saúde e fitness e Macs”.

Ele continua dizendo que o Apple Watch “rejuvenesce” todo o conceito de smartwatch, o qual o smartphone tinha evitado e no processo criou um novo tipo de dispositivo de computação. Em outras palavras, a Apple acabou de criando uma “nova dimensão para a Internet das Coisas “.

Não é preciso ciência avançada para ver que os PCs estão encolhendo e, à medida que ficam menores, a Internet das Coisas se torna maior. Mal nos acostumamos com a ideia do smartphone como o “novo PC” e agora já estamos olhando para a frente com a tecnologia wearable como a “próxima grande coisa”. Assim como o smartphones foi para o Big Data, portanto, o smartwatch será para a Internet das Coisas.

A união de Big Data e Internet das Coisas, por sua vez, cria novos desafios de TI em armazenamento de dados, integração e analytics, mas essas questões servirão apenas para criar sistemas mais sólidos e arquiteturas para apoiar o encolhimento do cenário e o tamanho dos PCs.

Todo mundo está falando sobre a Internet das Coisas. E por um bom motivo! Ela está se transformando em uma grande e emocionante nova indústria, repleta de ruptura e inovação. Enquanto a Internet das Coisas ainda está bem na infância, o preview do Apple Watch mostra a direção e o ritmo que a indústria vai tomar quando esses dispositivos forem colocados à venda no início de 2015.

A Internet das Coisas vai se tornar um diferencial chave de mercado no mundo dos negócios – mais rápido até mesmo que o mobile. Se você não tiver feito isso ainda, agora seria um ótimo momento para se adaptar a Internet das Coisas à sua estratégia e iniciar a implementação de diretrizes claras e deliberadas para alavancar as últimas tendências nesse movimento rápido e empolgante do mercado. A Internet das Coisas vai definir os negócios digitais hoje além da embalagem e fazê-los prosperar, enquanto os outros estão apenas tentando sobreviver.

É incrível pensar sobre quais novos avanços e insights falaremos daqui a cerca de cinco anos. Qual é o próximo paradigma que substituirá a Internet das Coisas? É uma incógnita. Mas, por agora, todo mundo está falando sobre ela.

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Artigo de Hovhannes Avoyan, publicado no iMasters.

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