Google fora do Ar
Imagem ilustrativa com a marca Google.

Essa semana um assunto rodou o país. O Google estava fora do ar. Mero engano para nós pobres mortais. Ao Acessar o Google e deparar com ele fora do ar, grande parte dos internautas pensam que sua internet caiu. E tecnicamente foi isso. Usuários da Oi, Net, Virtua e outros provedores de acesso, não conseguiam conexão com os servidores do Google. Usuários como da GVT já conseguiam acesso normal.

E ai vem a pergunta. E o Google não pode sair do ar? E o que está por trás do Google?

Bom, a resposta é simples, isso pode acontecer, mais a chance é mínima. Isso porque o gigante mantem servidores espalhados em todo o mundo, espelhados e distribuindo as conexões simultâneas. Ao mesmo tempo que você pode estar usando um servidor em São Paulo, pode estar conectado em um servidor em Miami. Enquanto a maioria das empresas, quando confrontadas com um imenso banco de dados, taxa de transmissão maciça e a necessidade de alta confiabilidade, compraria o equipamento maior, mais rápido e mais confiável existente no mercado. O google fez exatamente o oposto. Comprou PCs baratos, de desempenho modesto. Muitos deles. E, com eles, montou o maior cluster de prateleira do mundo (consiste em centenas de milhares de PCs conectadas por uma placa de rede). O princípio diretor dessa decisão foi simples: otimizar preço/desempenho.

A lógica que fundamentou essa decisão está na economia: PCs normais são muito baratos, servidores de alta tecnologia não são, e grandes multiprocessadores menos ainda. Assim, enquanto um servidor de alta tecnologia pudesse ter duas ou três vezes o desempenho de um PC de mesa médio, normalmente seu preço seria de 5 a 10 vezes mais alto, o que não é eficiente em termos de custo.

Claro que PCs baratos falham mais do que servidores de topo de linha, mas os últimos também falham, portanto o software do Google tinha de ser projetado para funcionar com hardware que falhava, não importando qual equipamento estivesse usando. Uma vez escrito o software tolerante a falhas, na verdade não importava que a taxa fosse de 0,5% por ano ou 2% por ano, elas teriam de ser tratadas. A experiência do Google diz que cerca de 2% dos PCs falham por ano. Mais da metade das falhas se deve a discos defeituosos, seguidos por fontes de energia e chips RAM. Uma vez construídas, as CPUs nunca falham. Na verdade, a maior fonte de quedas não é o hardware é o software. A primeira reação a uma queda é apenas reinicializar, o que muitas vezes resolve o problema.

Claro que no topo dessa grande rede tem grandes maquinas que gerenciam todo o serviço. Todos os dados ficam em galpões que comportam grandes containers. Cada container suporta até 1160 servidores que funcionam com placas-mãe Gigabyte feitas sob encomenda para o Google. Sobre cada placa-mãe funcionam 2 processadores  x86, 2 HDs e 8 slots de memória.

Você pode acompanhar o status de alguns serviços do Google clicando aqui.

Fonte: Documentos Google e Blogs na Internet

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